Tire sua inovação do papel: conheça ferramentas para o planejamento estratégico da inovação

Tire sua inovação do papel: conheça ferramentas para o planejamento estratégico da inovação

Inovar é uma palavra que não sai mais de moda. Porque inovar é essencial para qualquer empresa permanecer viva no mercado. Quem não buscar reinventar o próprio negócio será substituído mais rápido do que imagina.

Investir na estratégia de inovação de uma empresa é vital para a condução de um negócio, assim como a busca por ideias e projetos inovadores.

A história do crescimento e fracasso de Kodak e Blockbuster não é mais novidade para ninguém (até porque não ouvimos mais falar em revelação de filmes ou aluguel de fitas de vídeo). Inovar não é mais uma opção, é uma ordem de mercado e um pedido dos seus clientes atuais ou futuros.

A inovação é um mecanismo de diferenciação no mercado para que sua empresa seja mais competitiva. Uma grande parcela das inovações, talvez mais de 95%, são pequenas ou incrementais.

Mas isso é muito bom. Por meio de muito planejamento, esses itens de menor visibilidade aos poucos mudam sua rotina dia após dia, transformando sua empresa, seu mercado e sua vida em algo melhor e mais sofisticado.

A sua inovação de hoje é, certamente, base para as inovações de amanhã, o que você já reparou. Um exemplo já está na sua casa, como o crescimento de televisores com tecnologia em 4K, algo que há 10 anos estava somente em laboratórios de pesquisa.

Quem não quer assistir jogos da copa do mundo de 2018 com uma bela tela em UHD e 4K? Melhor ainda se com a opção de ver em streaming em qualquer aparelho, como tablet ou celular, não é mesmo?

Planejamento para gestão da inovação é um diferencial

O principal e mais marcante passo para inovar é a análise e definição sobre qual mercado a empresa pretende atuar com inovação e como isso será realizado. A partir desse ponto é que todos os demais serão alinhados e terão continuidade.

Como por exemplo, a área de tecnologia depende desse item para selecionar os recursos e verificar a disponibilidade dos mesmos (e seus custos, consequentemente). Se avaliarmos com calma, a tecnologia nunca foi tão acessível, mas ela sozinha não garante estabilidade ou, melhor ainda, o sucesso da sua ideia.

Será durante o planejamento estratégico que serão alinhados os objetivos da empresa e qual a parcela, ou meta de cada área para a obtenção desse objetivo final.

O compartilhamento dos objetivos e das metas entre todos os colaboradores, dos diretores aos estagiários, leva a um grande comprometimento de cada um na obtenção do resultado planejado.

Portanto saem do planejamento estratégico quais são as metas gerais da empresa e como cada setor da empresa vai contribuir com essa meta geral. E, como falamos, a inovação deve ser parte fixa dessa construção estratégica.

Um exemplo de decisão estratégica em inovação e mercado

Se na sua empresa durante o planejamento estratégico for definido que devem entrar em um novo segmento de negócio que está surgindo dentro do mercado de software, como um ERP, o que fazer?

As opções podem ser inovar por meio da aquisição de uma “Startup” para comprar a tecnologia já desenvolvida. Ou, em outro modelo, desenvolver a própria tecnologia.

Se a decisão da empresa for adquirir a “Startup”, a decisão implica na opção pelo não desenvolvimento e inovação própria, ou seja, a empresa deve se preparar para melhor gerir o novo negócio e desenvolver produtos e serviços com base nessa nova tecnologia.

Mas, se a empresa escolher desenvolver a tecnologia, possivelmente deverá realizar novas contratações para suprir essa nova especialidade, bem como realizar acordo operacionais e estratégicos com universidades e institutos de pesquisa para acelerar o desenvolvimento dessa tecnologia inovadora.

Cada uma dessas estratégias tem seu ponto forte e fraco. E, da sua forma, inovam. Como você avaliaria? Vale a pena refletir!

O que seu plano estratégico de inovação precisa ter?

Uma referência nacional em inovação no Brasil, José Claudio Terra, indica que a estratégia da inovação tem um escopo muito mais ligado ao mercado, às necessidades dos clientes e ao posicionamento da empresa do que somente ao que está sendo indicado para inovar.

Vamos indicar abaixo algumas das análises e definições das ferramentas que são essenciais no seu planejamento:

1 – Análise de mercado: concorrência e tendências

Para esse item inicial, uma das ferramentas de extrema utilidade é o uso das cinco forças de Porter. Essas forças são as que representam toda a concorrência dentro do mercado. As forças são:

1. Relacionamento com os fornecedores;

2. Relacionamento com os compradores;

3. Novos entrantes;

4. Produtos substitutos;

5. Rivalidade entre empresas estabelecidas;

As cinco forças de Porter podem ser melhor entendidas e visualizadas quando empregado a ferramenta SWOT. Essa é uma ótima ferramenta para o entendimento de como se inter-relaciona todos os intervenientes da sociedade bem como atuantes no mercado. SWOT é um termo em inglês que significa:

S – Strengths – Forças;

W – Weakenesses – Fraquezas

O – Opportunities – Oportunidades;

T – Threats – Ameaças.

Para usar essa ferramenta é importante reunir um grupo de pessoas que tenham conhecimento da estratégia da empresa, conheçam o mercado, concorrentes, leis e normas vigentes no Pais, entre outros conhecimentos. Portanto o grupo deve ser eclético e com muito conhecimento tácito.

Tendências:

A empresa deve estar em permanente contato com o mercado e as novidades que são introduzidas, seja no mercado em que a empresa atua, bem como nos paralelos. Um ponto de atenção é compreender as tendências tecnológicas, que mudam e revolucionam o seu mercado com itens mais radicais, e as tendências de mercado, que são aquelas mudanças de costume e hábito da população. Um exemplo foi o crescimento de consumo das classes C e D nos últimos anos.

2 – Identificação de necessidades por inovação em mercados ou em segmentos

A identificação de necessidades por inovação em mercados ou em segmentos é uma atividade muito complexa, mas precisa ser prevista. Um processo testado e indicado no livro Gestão da Inovação (Joe Tidd) está descrito abaixo e reforça a necessidade de entender ainda mais a experiência do usuário (UX), outro termo em alta no mercado.

  1. Entender o mercado, o cliente e a tecnologia;
  2. Observar usuários e os usuários potenciais em situações da vida real;
  3. Visualizar novos conceitos e os clientes que possam vir a usá-los, utilizando protótipos, modelos e simulações;
  4. Avaliar e refinar os protótipos em uma série de rápidas repetições;
  5. Implementar o novo conceito para comercialização.

A grande vantagem do uso dessa estratégia é o estudo das necessidades reais, ou seja, onde elas acontecem e que muitas vezes passam despercebidas por olhos menos atentos.

3 – Tecnologias selecionadas

Para a avaliação se alguma inovação em curso ou potencial pode ser desenvolvida para atendimento de um mercado ou de um nicho de mercado, poderá ser usado o diagnóstico de portfólio.

Essa análise é muito importante para identificar o potencial da inovação da tecnologia frente ao mercado e concorrentes. Se a tecnologia a ser criada já possui similar no mercado, não terá um fator diferencial competitivo…e seu foco será eficiência e custo.

Porém, se for disruptiva, você pode criar um nicho e usufruir de um mercado novo e inédito para atender mais necessidades (e novas possibilidades de aplicações).

4 – Lista de tecnologias a serem desenvolvidas internamente

A estratégia de desenvolvimento de novas tecnologias nem sempre é a mesma, pois essa depende de muitos fatores seja interna a empresa ou de mercado.

Uma das grandes decisões neste campo é se você vai desenvolver, contratar o desenvolvimento por terceiros ou comprar a tecnologia?

Itens como: tempo para implementar o produto, conhecimento da equipe interna, parcerias institucionais, disponibilidade de recursos de tecnologia no mercado são elementos dessa avaliação que precisa ser feita por você.

5 – Lista de parceiros para desenvolvimento de tecnologia

Nesta etapa você deve listar as universidades, institutos de pesquisa e empresas que podem desenvolver a tecnologia necessária já previamente elencada pela sua ideia.

6 – Lista de parceiros para compra de tecnologia

Uma segunda lista é necessária, para caso de tecnologias que já estejam disponíveis no mercado. É claro que nem sempre uma tecnologia disponível pode ser comprada, caso seja de um concorrente, por exemplo. Mas servirá de parâmetro para avaliações.

7 – Matriz de tecnologias

A grande pergunta que pode ser feita a equipe de inovação é: vale a pena desenvolver ou comprar a tecnologia? Se for desenvolver será interno o externo?

Essa pergunta passa a ser respondida olhando para o planejamento estratégico da empresa e para todos os fatores decisórios vistos nesse capítulo.

A sua matriz deve conter a disponibilidade de equipe, tempo e custos versus fazer internamente, externamente ou compra de item.

8 – Estratégia de propriedade industrial

Uma vez desenvolvida a tecnologia, e que se comprove que a mesma garante um diferencial com relação ao estado da arte atual da indústria, a mesma deve ser protegida contra o uso dos concorrentes. A forma mais usada atualmente é realização de depósito de patentes.

No Brasil órgão competente para esse fim é o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) onde será possível a realização do depósito de patentes no âmbito nacional. Basicamente há patentes do tipo PI, MU ou DI.

No post acima nós reforçamos e exemplificamos que planejar é a melhor forma de garantir o sucesso da inovação e do seu modelo empreendedor. Em materiais futuros vamos aprofundar ainda mais as ferramentas para elaborar e desenvolver um planejamento estratégico da inovação.

E, com o seu estudo das ferramentas, você poderá executar o seu passo a passo para determinar o caminho a ser trilhado com a estratégia de inovação da empresa. As ferramentas citadas no nosso material são referenciais que podem ajudar a tornar seu projeto ainda mais diferenciado.

Nós, do PMExTECH, somos uma plataforma de desenvolvimento de produtos que guia inventores, micro e pequenas empresas (PMEs) para transformar ideias em produtos com sucesso de vendas. A metodologia é baseada nas estratégias usadas pelas grandes empresas e otimizada para as PMEs.

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