Os 4 problemas gerados por desconhecer a viabilidade econômica e financeira de uma inovação

Os 4 problemas gerados por desconhecer a viabilidade econômica e financeira de uma inovação

Cuidar do próprio dinheiro é uma arte e todos, ou melhor quase todos, cuidamos. Ninguém compra uma casa ou carro sem avaliar como pagar e como será o futuro, certo? E nas empresas? O processo é o mesmo e chama-se avaliação da viabilidade econômica e financeira. Antes de comprar ou investir em inovação, boas empresas avaliam os prós e contras de qualquer ação que envolva dinheiro e tempo.

Em resumo: é um estudo que avalia se vale a pena ou não começar ou investir em algo. Mas como fazer a viabilidade econômico-financeira? O processo envolve de forma simples a comparação do retorno financeiro diante do que será aplicado. Não vamos abordar em detalhes esse processo aqui, mas se você gostar vamos aprofundar no que interessa: como isso afeta a minha ideia e inovação?

O desconhecimento da viabilidade econômica e financeira de um projeto é um vilão que você cria sem saber. Por melhor que seja sua ideia e por mais motivado que vocês esteja, um erro aqui e tudo estará indo para o fim.

Vamos conhecer alguns desses pecados que os que buscam inovar enfrentam na rotina do dia a dia?

1) Não considerar o tempo investido

Pode não estar claro, mas o principal recurso que uma inovação ou ideia precisa é tempo. E tempo, como diz o ditado, custa dinheiro. Como isso é aplicado? Um exemplo simples pode estar no tempo que você dimensionou pensando no fluxo de caixa desse projeto.

Se você vai investir ou receber investimento de algum banco vai precisar montar um bom fluxo e para pensar nisso, claro, demanda planejar receitas futuras.

Quais são os rendimentos e despesas esperados nos próximos 3 ou 5 anos futuros? Ou você pensou em iniciar algo sem definir, mesmo que intuitivamente, quanto iria gerar de dinheiro com seu novo produto ou serviço?

Como dica, lembre de não projetar somente no que você acha e entreviste no mercado quanto e como as pessoas pagariam pela sua iniciativa.

Um indicador que você pode usar para dimensionar seu investimento é o Payback. Este indicador vai te mostrar em quanto tempo sua inovação levará para dar retorno. Você pode fazer de duas formas:

a) Tradicional ou Simples: não utiliza o tempo na fórmula. Se você pegou um investimento de R$120.000,00 e consegue retornos de R$10.000,00 por mês, logo seu Payback será de 12 meses.

b) Descontado: nesse modelo é utilizada a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que é definida ao avaliar a fonte de capital (investidores, anjos, bancos ou até o seu cofrinho), além da margem de lucro que se espera. No modelo de Payback Descontado basta usar a TMA para descontar o fluxo de caixa e trazer para a data do começo do investimento.

Se apostar em algo errado dá problema, escolher o certo e não orçar direito também

2) Apostar no produto errado (e demorar para corrigir)

Em um cenário de mercado com muitas e boas opções de inovações, nem sempre é possível escolher o produto certo. Por mais planejamento e estratégia, inúmeros itens podem atrapalhar a jornada do seu novo produto. Como?

Demorar muito para lançar e perder o apetite do seu consumidor por algo novo, por exemplo. O desafio dessa fase da viabilidade econômica e financeira é conseguir prever esse efeito negativo e diminuir o impacto de uma escolha errada. Não é um problema optar por algo que deu prejuízo, isso pode acontecer, mas é essencial corrigir isso muito rápido! Com base nos dados semanais, quinzenais ou mensais do seu balanço financeiro.

Sabemos que o principal objetivo é lucro, certo? Para saber mais sobre como descobrir se um produto seu dará lucro, leia mais aqui!

Para acompanhar melhor sua análise, daremos duas dicas de indicadores bem utilizados e essenciais para qualquer avaliação econômica financeira:

a) Valor Presente Líquido (VPL). O VPL é um dos principais itens usado na avaliação da viabilidade de projetos de investimentos. Como resumo: é a diferença entre valor investido e valor resgatado no final do investimento, sempre trazendo para o valor presente.

Com ele você vai descobrir se a sua inovação trará mais retorno do que custará no final do projeto. Se o valor do VPL for positivo, você conseguirá gerar lucros. Com o valor sendo nulo (zero), o projeto até entra em equilíbrio nos próximos anos, mas sem o essencial, o lucro. E, certamente, com um resultado negativo você fica sem lucro e com prejuízo.

b) Taxa Interna de Retorno (TIR). Uma taxa extremamente utilizada e que apresenta a rentabilidade de um projeto de investimento. É a taxa do retorno que vai zerar o Valor Presente Líquido, considerando o valor do dinheiro no prazo indicado.

empreendedor, inovação

3) Dimensionar o investimento abaixo do necessário

Se apostar em algo errado dá problema, escolher o certo e não orçar direito também. Você deve estar muito atento e prever todos os itens que irão compor a sua oferta, não somente o desenvolvimento. Lembre que um produto ou serviço precisará de planejamento, comunicação, treinamento, ações em locais específicos e outros custos que você precisa detalhar.

Isso porque no meio do caminho, quase como em uma reforma da sua casa, vão aparecer mais e mais itens que tirarão o seu orçamento do lugar e sua lucratividade!

Você pode usar uma projeção simples de custos variáveis, impostos e custos fixos (salários, luz, internet) e montar um cenário. Fácil e vai te garantir menos dor de cabeça.

4) Falência

Tudo tem um limite! Você não gasta todo seu dinheiro em algo somente porque gosta. Até porque em excesso, tudo faz mal. Aqui a nossa dica é essencial: saiba parar e avaliar sua saúde financeira diariamente com um bom fluxo de caixa.

Ou seja, a viabilidade econômica e financeira é uma rotina e não uma coisa que você faz e esquece. Se você não identificar o problema e corrigir em tempo hábil, talvez a inovação que salvaria o seu negócio seja o que vai acabar com ele.

Cuidar da sua saúde financeira antes de algo acontecer é o que vai preparar o terreno para novas e lucrativas ideias.

 

Nós, do PMExTECH, somos uma plataforma de desenvolvimento de produtos que guia inventores, micro e pequenas empresas (PMEs) para transformar ideias em produtos com sucesso de vendas. A metodologia é baseada nas estratégias usadas pelas grandes empresas e otimizada para as PMEs.

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